O que são os Anfípodes e qual sua importância para o aquário marinho?

Atualizado: 6 de Jul de 2018

Olá pessoal, tudo bem?

Sejam muito bem-vindos, esse é o primeiro post do nosso blog e vamos começar falando dos Anfípodes. Grande parte dos aquaristas provavelmente já viram essas simpáticas criaturas, mesmo que não soubessem o que eram. Eles são animais comuns em nossos aquários e possuem algumas características bem peculiares. Vamos conhecer um pouquinho mais? #anfipodes #liveoceans




Definição:

Os anfípodes são pequenos crustáceos, que podem ser facilmente vistos a olho nu. Eles possuem o corpo segmentado, achatado lateralmente, com dorso curvado e uma aparência lembrando algo entre um gafanhoto e um camarão (Hã?). Os anfípodes são certamente um caso de sucesso ecológico ao longo da escala da evolução, podendo ser observada uma grande abundância deles em diversos ecossistemas. Certamente estão entre os animais mais benéficos e desejados dentro dos aquários marinhos, pois eles possuem um importante papel ecológico, sendo “faxineiros do mar”, reciclando a matéria orgânica do substrato, como bactérias mortas, detritos, restos de macroalgas e organismos em decomposição. Além disso, eles possuem um ótimo perfil nutricional, sendo ricos em aminoácidos essenciais e ácidos graxos ômega 3, constituindo um dos principais e mais ricos alimentos para adultos e jovens de diversas espécies de peixes e invertebrados na natureza.


Quando falamos de anfípodes, estamos falando de milhares de espécies (existem mais de 8000 catalogadas), pertencentes a diversos grupos, cada um com características bem particulares. A grande maioria dessas espécies pertencem ao ambiente marinho, mas algumas delas também podem ser encontradas na água doce e até no ambiente terrestre.


O nome anfípode ou anfípoda vem do grego amphis (que significa ambos ou duplo) e podos (que significa pernas ou pés), ou seja, o nome se refere aos apêndices (ou patas) desses animais que são de dois tipos bem distintos. Os dois primeiros pares de patas estão adaptados à captura e manuseio do alimento (chamados gnatópodos) e o restante dos pares de patas estão relacionados principalmente a locomoção do animal. O tamanho dos anfípodes pode variar bastante entre as diferentes espécies, desde 0,1 até 30 cm, considerando os casos mais extremos. Mas no geral, os anfípodes que costumamos encontrar possuem entre 0,5 e 1,5 cm.



Sua reprodução é sexuada e as fêmeas são ovovivíparas, ou seja, não possuem estágio larval (como camarões e os copépodes). Os filhotes têm desenvolvimento direto e são uma miniatura dos pais desde o nascimento. Quando os anfípodes chegam na idade reprodutiva, uma característica peculiar, é que o macho se prende firmemente fêmea até que ela esteja apta à reprodução, o que pode levar de alguns dias até semanas!! As fêmeas carregam os ovos, cerca de 15 a 40 ovos por ciclo, numa câmara na parte inferior do tórax. A incubação dos ovos chega a durar algumas semanas e o ciclo completo, desde o nascimento até a fase adulta pode levar até 5 meses em algumas espécies.


Por serem presa de uma enorme gama de peixes e por serem facilmente predados, os anfípodes tiveram que desenvolver algumas estratégias de sobrevivência. Os anfípodes geralmente vivem escondidos no meio de rochas ou macroalgas e possuem uma coloração que varia desde o verde claro ao preto, justamente para se camuflar no ambiente, evitando serem vistos por seus predadores.


A grande maioria dos anfípodes são totalmente inofensivos, sendo principalmente herbívoros ou detritívoros. Porém existem algumas poucas espécies carnívoras, tendo relatos de espécies que podem atacar alguns corais, principalmente os zoantídeos. Essas espécies estão relacionadas com anfípodes que geralmente já vivem e predam corais no ambiente natural e acabam vindo por acaso junto com corais coletados no ambiente natural. Por isso devemos ter cuidado quando adquirimos novos corais, realizando sempre que possível um banho profilático. É muito difícil distinguir essas espécies sem um exame específico, realizado com o auxílio de um microscópio.


Os anfípodes da LiveOceans® são reef-safe, foram isolados de macroalgas, em uma região que não existem corais, o que garante que não pertencem a esse grupo que preda corais no ambiente natural. Eles também passaram por um por um período de testes para garantir que os aquaristas não corram nenhum risco. Eles podem ser adicionados em praticamente todos os tipos de aquários marinhos, de todos os tamanhos. Apenas não recomendamos o seu uso em aquários somente de corais, que utilizem o método de ultra low nutrientes, pois os anfípodes não terão alimento suficiente para manter sua população.


Manutenção e uso nos aquários:


Como os anfípodes são parte natural do plâncton, muitos deles acabam aparecendo naturalmente nos aquários, vindos na coleta de água, areia e rochas. Basicamente a diferença entre a maioria deles, é a taxa reprodutiva (algumas espécies se reproduzem lentamente nos aquários), a velocidade de crescimento e a resistência à variações dos parâmetros de qualidade de água (alguns anfípodes são bem sensíveis às variações e acabam morrendo em pouco tempo após serem adicionados nos aquários).


A presença de anfípodes nos aquários é um bom sinal e significa que o sistema está saudável e equilibrado. Após a cultura se estabelecer , os anfípodes estarão se reproduzindo sempre, sendo uma constante fonte alimentar, de altíssima qualidade. A grande maioria dos peixes são planctívoros, ou seja, se alimentam do zooplâncton em alguma fase ou durante toda sua vida e a presença dos anfípodes no aquário também ajuda não só a estimular este comportamento de caça dos peixes, deixando os animais mais ativos, mas também servem como gatilho para estimular a reprodução dos peixes. Como os anfípodes possuem uma diversa gama de tamanhos, desde o juvenil até o adulto, eles servem de alimento para praticamente todos os tipos de peixes.


Para que os anfípodes possam se reproduzir em uma taxa maior do que são predados, recomendamos sempre que possível, que eles sejam mantidos em um refúgio, ou simplesmente em uma local adaptado no sump, junto a uma macroalga de preferência. O uso de macroalgas ajuda bastante, pois elas irão fornecer uma maior área de superfície a ser colonizada e servirão de abrigo para as formas mais jovens.


Controle populacional:


A presença de anfípodes no aquário é um sinal de que o sistema está saudável, como descrito anteriormente. Porém uma população excessiva pode significar que existe um desequilíbrio, geralmente ocasionado pelo excesso de alimentação ou pelo acumulo de matéria orgânica em algumas regiões do aquário. São bastante raros os casos em que isso ocorre, mas uma população exagerada de anfípodes pode acabar incomodando alguns corais, pois os anfípodes ao se deslocarem, acabam tocando nesses corais, fazendo com que eles se fechem ocasionalmente.


Essa situação pode ser controlada facilmente em um curto espaço de tempo, desde que tomados alguns cuidados. O primeiro deles é verificar se a alimentação não está excessiva e se há zonas com pouca circulação, onde possa ter acumulo de matéria orgânica. O uso de uma filtragem mecânica, como “sharkbag” ou perlon, também ajuda bastante, pois vai remover os anfípodes que caem no sump através da circulação do aquário. O uso de filtros hang-on, com filtragem mecânica, também contribuem para acelerar esse processo.


Caso o aquarista tenha necessidade de um controle mais rápido e eficiente, pode-se introduzir um peixe que seja um caçador natural de anfípodes. Entre as espécies que possuem um alto índice de predação sobre os anfípodes podemos citar, os pseudochromis; sleeper Gobies; peixes borboleta, firefish; hawkfish; wrassers (esses podem eliminar completamente a população de anfípodes do aquário) e os mandarins (por ser um peixe que necessita de cuidados especiais, recomendamos a adição do mandarim apenas para aquaristas avançados).


Mas lembrem-se, os anfípodes são benéficos e parte natural de um sistema bem balanceado, além de serem uma importante fonte alimentar para peixes e corais. São completamente pacíficos e ajudam a reciclar a matéria orgânica do aquário. Geralmente estão escondidos nas rochas e nas macroalgas e a menos que estejam causando algum incomodo (casos bem raros), não devemos nos preocupar com o crescimento da população deles.


Anfípodes LiveOceans:


Os anfípodes marinhos da LiveOceans possuem a garantia de serem reefsafe, se alimentando basicamente de algas, bactérias e detritos. Possuem uma alta taxa de crescimento e são bastante resistentes, podendo tolerar uma grande variação em parâmetros como salinidade, temperatura e oxigênio. São mantidos em sistemas de produção em laboratório e com o uso de uma alimentação exclusiva, garantindo sua elevada qualidade nutricional e de que são livres de doenças e contaminantes.


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